quinta-feira, 8 de julho de 2010

GOVERNADOR DE ALAGOAS "TEO VILELA" SEM PALAVRA "VERGONHA"

  1. 07/07/2010 - Governo não concede correção salarial aos militares
  2. Após meses de negociação com os militares alagoanos, o Governo do Estado anunciou em reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 07, que não concederá nenhuma correção salarial aos policiais e bombeiros militares de Alagoas.
    Como justificativa, os secretários de Gestão Pública, Guilherme Lima, Defesa Social Paulo Rubim e chefe do Gabinete Militar coronel Ronaldo dos Santos alegaram que a lei eleitoral proíbe - no período de 05 de abril a 05 de dezembro - correção salarial para uma única categoria.
  3. “Não podemos atender a PM e o Corpo de Bombeiros e não atender as outras categorias. De acordo com a lei, só podemos conceder reajuste com o mesmo percentual para todos e isso não temos condições de fazer. O que podemos ainda é fazer uma análise financeira para após o pleito eleitoral, para saber se já existe um cenário diferente. Assumimos que foi um equívoco do Governo não ter sanado com essa mesa alguns problemas desde 2008. Se tivesse sido feito, certamente esse problema hoje não existiria”, afirmou o secretário Guilherme Lima.
  4. A categoria pleiteia o pagamento do resíduo de 7% do acordo anterior, quinquênios e datas bases atrasadas além de melhores condições de trabalhos e escalas de serviço justas.
    "Nós quanto entidade brigamos por nossa tropa, por nossos valentes militares que defendem a sociedade dia e noite. O Estado poderia fazer um esforço e recompensá-los. Devido à atual situação do Estado por causa da tragédia, é hora de somar e vê que a segurança pública está fazendo a diferença", disse o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (ASSMAL), sargento Teobaldo de Almeida.
    Os líderes militares não descartam uma paralisação, no entanto, os novos rumos do movimento em Alagoas serão discutidos em uma reunião. "Não estamos pedindo reajuste e sim uma correção salarial que já havia sido assegurada por lei. Lamentamos a posição do Governo, que teve mais de três anos para se manifestar e hoje, chegaram com um não”, comentou o coronel RR Campos, presidente da Associação dos Oficiais da Reserva.
    Para o Major Fragoso, presidente licenciado da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (ASSOMAL), a desvalorização da segurança pública é gritante no Estado. "Hoje a tendência é piorar, pois todos sabiam dos empecilhos da lei eleitoral e apenas agora após várias negociações, eles usaram a constituição federal para não aplicar a lei 6.823, o pagamento do quinquênio e os resíduos de 7% que sabem que têm a obrigação de devolver aos policiais e bombeiros", desabafou.
  5. “Gostaríamos que o Governo revisse os índices inflacionários e que priorizasse a correção salarial, mesmo que apresentasse uma proposta com valores parcelados”, disse o presidente em exercício da ASSOMAL, coronel Praxedes.
    Diante dos argumentos dos representantes militares, os secretários sugeriram uma reunião mensal, onde se atualizaria as informações acerca da situação dos cofres públicos. A outra recomendação é para que a classe espere até o final do período eleitoral, em dezembro, para que a conversa seja retomada no sentido de conceder a correção salarial.
    Segundo o sargento Wagner Simas, no último mês do ano, conforme explicou o secretário Guilherme Lima, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o grande entrave do atual governo, não ultrapassaria os 49% e “talvez” haveria a possibilidade do reajuste, enfim, sair.
  6. “Se perdermos de vista, será pior mais na frente. Vamos continuar pressionando para que este reajuste, pelo menos, saia este ano. A nossa tarefa é essa mesma. Lutar, lutar e não perder o foco, para não perder de vista a nossa conquista. Não é hora de esmorecer, de perder a cabeça, sabemos que fomos ludibriados, enganados, mas não vamos baixar a cabeça agora. É hora de unirmos as forças em torno do nosso objetivo”, opinou o presidente da ACS, Cabo José Soares.

    Movimento Unificado da Polícia e Corpo de
    Bombeiros

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